22 agosto 2006

Sobre "O Milagre das Rosas"

O “Milagre das Rosas” faz parte do meu arquivo de memórias tristes nos tempos da escola primária, das narrativas pseudo-históricas de J. H. Saraiva e do fascismo português.

O convite para participar na série de intervenções de arte urbana “Circuito das Fachadas – Outra Margem”, promovida no âmbito das Festas da Cidade de Coimbra, obrigou-me a tomar consciência de antiga suspeita, latente e difusa, guardada dos tempos de infância: a lenda – como todas as lendas, instrumento de formatação ideológica – esta lenda era, até para uma criança, profundamente amoral e inquietantemente actual no espelhamento dos vícios e perversões estruturantes da classe dirigente e elites do nosso país, ao longo da sua história.

“Outra Margem” tornou-se então para mim a outra versão, valores mais dignificantes, outros projectos para um povo celebrar. Coimbra, uma das mais antigas cidades da Península Ibérica, e a sua Universidade, das primeiras na Europa, merece ser representada por outras narrativas, símbolos e um imaginário de sabedoria, coragem e responsabilidade.

1 Comments:

Blogger Hertz said...

rrsss...as lendas têm sempre uma ponta de verdade!,ou se quiseremos,terão sempre uma resposta racional...não terá o ano a que se reporta a lenda,sido extremamente quente,desabrochando assim antecipadamente primavera!?

21 janeiro, 2008 01:45  

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